Gostos a flor da pele.
Desejos insaciáveis.
Amores imortais, mas substituíveis.
Viver assim, no extremo: bom ou ruim?
Cores vibrantes contrastam com os tons pastel.
Galhos, linhas, caminhos.
Caminhos, esses são surpreendentes.
Tem tempo para responder a vida?
‘‘pegar leve’’, pode ser possível.
Sentar no meio fio, pra tomar um picolé.
Mas, e se o tempo não perdoar, não é mesmo?
Os ponteiros não vão parar, mesmo assim, pode valer à pena.
sábado, 13 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Monólogo Baseado na obra de Nelson Rodrigues:Anjo negro
Me tira daqui, me tira, pelo amor de Deus, me tira daqui! Eu não aguento mais! Eu não suporto sentir você impregnado em mim.Eu não gosto do seu cheiro, o seu jeito me apavora e sua respiração me sufoca. TEUS FILHOS NÃO SÃO MEUS! Penso que se um deles fosse diferente... O amaria não com amor de mãe, mas de mulher. Mãe, palavra que eu não entendo e que por três vezes me atormentou. A minha vontade era estar ali, como num mausoléu, mas viva! Imagino que morta seria pior... Ser obrigada a ter filhos sem direito a um grito sequer. Hoje mais um morreu, quantos mais terão de morrer? Por que queres tanto um filho preto?. Não, não, mentira, eu menti, menti, eu te amo. São essas janelas e e essas portas fechadas que me confundem. Já nem sei o que digo.Me leva? Me leva para um passeio, um passeio no jardim e basta. Preciso ao menos ver estrelas!
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