domingo, 16 de dezembro de 2012

De tão nítido embaçava as vistas.
observava os fios fora do lugar. O gesto que não se encaixava. A palavra que andava meio torta, e o sorriso que, hora ou outra, falhava. Perguntava aos céus o que estaria adormecendo, ou ate mesmo desfalece
ndo ali. A pergunta seria coerente, se não fosse o liquido salubre que escorria dos olhos de certo anjo. “- vai buscar o que é seu.” Quem poderia garantir tal pessoa? Nem sequer havia patenteado o amor.


- Bruna Xavier






Felicidade. Vai ver eu vi uma criança rindo e correspondi sendo feliz. Vai ver eu ouvi a voz que mais gosto e pronto, feliz outra vez. Vai ver o sol estava lindo e de repente uma chuva forte começou, então abri os braços e corri achando gra
ça. Vai ver eu caminhava de manhã e um senhor me desejou bom dia, e de fato acreditei que seria. Vai ver eu passei em uma prova, depois de anos tentando. Vai ver eu almocei com a pessoa que admiro e recebi um abraço forte, simplesmente me senti feliz. Talvez pra mim, felicidade seja isso. Não importa a proporção dos fatos, importante mesmo é tocar na parte boa de mim.


- Bruna Xavier






Lembra das conversas que você costumava ter, das palavras que você se recusava a pronunciar, das piadas que não te faziam rir ou das pessoas que via com freqüência? Repense. Algo mudou, não é mesmo? De repente as palavras mágicas caíram no
desuso, e a boa educação se tornou uma coisa banal. Seria certo abrir mão de si mesmo, sem ao menos ter um boa causa para isso? Não se permita regredir. Aposto que levou muito tempo para ser quem é. Se por acaso se propuser a mudanças, que no mínimo elas sejam para lapidação e não uma mera troca de princípios. E não é sobre mais ou menos, certo ou errado, e sim da importância que é não se anular. Seja lá por qual motivo for. Pois quando vc precisar de alguém, no fundo, no fundo é á você mesmo, que vai recorrer.


- Bruna Xavier






A Fé está marcada no passo de cada dia. Nos impulsos que são tomados, sem razão aparente. Em gotas de suor, daqueles que voltam pra casa depois de um dia preenchido pelo cansaço sim, mas pela alegria também. Por que para aqueles que, convictos de não estarem nunca sozinhos, existe um brilho mais intenso no olhar. É sereno. E basta uma conversa com essa gente que acredita, para nos acalmarmos. Por que se você confia, não teme. Se o seu caminho é reto, nem passa pela sua cabeça uma curva. Quando a tua confiança é forte e resiste aos sopros do desânimo, tudo se torna mais simples. E não que seja fácil, mas cada passo é um passo, e ele em si já é um ato de superação e fé. 

B. Xavier


sábado, 21 de julho de 2012

...Por fim, me perdi de você. Impulsivamente virei as costas e quando dei por mim, nem tua sombra estava ao meu lado.  O vão entre nós já era grande o bastante para me fazer perder o chão. Cada passo meu, na tentativa de reparar tal atitude brusca e impensada, te afastava meio metro. O problema é esse orgulho besta que me tira a razão. Eu só espero ter a habilidade, hora ou outra, de te devolver pra mim.

- Bruna Xavier.

sábado, 14 de julho de 2012

resposta.


Sabe, eu tenho recebido seus recados e desaguado por cima de cada um deles. Eu sei que minhas lágrimas não justificam a ausência das palavras, mas o que eu posso fazer se meu coração esta incomunicável, minha mente não produz nada coerente, e por consequência apertaram em mim o botão de “mute”. Imagino que a partir de agora tudo que eu disser, será mais um argumento usado contra a minha própria pessoa, porem decidida a te tocar, resolvi pagar o preço… Colocar minha cara a tapa e assumir meus erros, aniquilando assim meu puro orgulho. Se tivesse a habilidade de guardar na memoria palavras antigas, faria um roteiro com textos por vezes pronunciados e te enviaria, mas como já nem sei ao certo o que há de memoria em mim, tenho procurado novas junções de letras, creio que seria de bom tom me resumir com um “eu te amo”. 

— Bruna Xavier

sexta-feira, 13 de julho de 2012

30 de Junho de 2012.


Podia-se dizer que eu estava ali. Meu corpo se fazia presente na mesa, assim como minha boca, apesar de na maior parte do tempo manter-se calada. A parte notoriamente ausente de mim eram os olhos, que percorriam o salão a sua procura.  Ao longo da festa conseguia entender algumas partes das conversas, das especulações, mas nada disso me interessava. Além dessa procura incessante e quase discreta, o que eu conseguia era sutilmente gesticular com a cabeça, uma forma de demonstrar meu entendimento sobre o assunto. Escutava vozes distantes chamando meu nome, mas pouco me importava o que queriam com a minha pessoa. Meus olhos escorregaram algumas vezes para a porta, na expectativa de você entrar com um sorriso largo. Dei algumas risadas de besteiras que acabei por ouvir. Procurei, procurei e procurei… Enfim, achei uns quatro, mas não era você.  A noite era boa, convidativa, tive em mim a esperança de desfrutar dessas horas com você. Desde que entrei na tal festa, comecei a  fazer minhas conferencias. Conferia o que o relógio marcava. Conferia a porta, Conferia a mesa de jantar, Conferia a mesa de bebidas, as risadas… Conferia. Os parabéns…  Conferiam. O bolo… Conferia. O fim da noite chegou e na festa só você não conferia. Quase tudo estava ali, só era vago pela sua ausência. 

— Bruna Xavier


Ele

- ­­­­Não quero, não deixo! Se eu quis viver aqui, se fiz esses muros; se juntei dinheiro, muito; se ninguém entra na minha casa é pra te proteger do desejo de outros homens. Se eu mandei abrir janelas muito altas, muito, foi para isso, para que você esquecesse, para que tuas lembranças de outros rostos se apagassem, para que sua memória morresse em você pra sempre. Virgínia olha para mim, assim! Eu fiz tudo isso para que só existisse eu. Eu to fugindo das tuas vontades, dos teus desejos, das tuas procuras por outro. Compreende agora? 

Ela

Me tira daqui, me tira, pelo amor de Deus, me tira daqui! Eu não aguento mais! Eu não suporto sentir você impregnado em mim.Eu não gosto do seu cheiro, o seu jeito me apavora e sua respiração me sufoca. TEUS FILHOS NÃO SÃO MEUS! Penso que se um deles fosse diferente… O amaria não com amor de mãe, mas de mulher. Mãe, palavra que eu não entendo e que por três vezes me atormentou. A minha vontade era estar ali, como num mausoléu, mas viva! Imagino que morta seria pior… Ser obrigada a ter filhos sem direito a um grito sequer. Hoje mais um morreu, quantos mais terão de morrer? Por que queres tanto um filho preto?. Não, não, mentira, eu menti, menti, eu te amo. São essas janelas e e essas portas fechadas que me confundem. Já nem sei o que digo.Me leva? Me leva para um passeio, um passeio no jardim e basta. Preciso ao menos ver estrelas!   

— Bruna Xavier

terça-feira, 3 de julho de 2012


-E quantas vezes eu ia bater na porta, sem forças, voltei…E quantas vezes eu ia cheia de impulso correr na sua direção e minhas pernas paralisaram. Quantas vezes a minha vontade era gritar o seu nome e o máximo que eu consegui foi suspirar.Quantas vezes eu queria te abraçar e dizer: “Não vai”, acabei trocando por um aceno de adeus.Quantas vezes eu pensei em você e rezei pra te esquecer. Quantas vezes eu sorri querendo desabar em lágrimas. Quantas vezes eu vou ter que me conter? Quantas vezes mais eu terei que fingir?
Chega, Eu te quero aqui!

— Bruna Xavier


"Discutia sobre as notícias do jornal da manhã, sobre as grandes descobertas da medicina, sobre a queda da bolsa de NY, mas jamais ousou discutir sobre as oscilações de seu coração."

- Bruna Xavier

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Donzela.

Os passos eram lentos e só com muita atenção era possível ver o movimento de cada passo. O sorriso era singelo, um pouco tímido, o “jogar de cabelo” era discreto e de uma elegância inquestionável. Tudo nela era milimetricamente organizado. Como uma coreografia bem ensaiada. Apesar de toda esta fluidez, o que de fato me chamou atenção eram os olhos... Profundos e não silenciavam sequer um segundo.  Enquanto o corpo obedecia as boas maneiras, os olhos parecia querer gritar, chamar, pedir por socorro.  Era contraditório o bastante para prender toda a minha atenção.


Meu Eu.

Ando procurando notas antigas, passos marcados e imagens fiéis a memória. Tenho estado assim, um pouco saudosa de mim.  Pois bem, decidir ir à luta, me recuperar, me buscar seja la onde for.  Hoje a tarde será minha, vou me achar em alguém,  algum lugar, ou quem sabe, em alguma árvore... Caminhar por onde poderia passar vendada sem me perder.  Era tudo tão meu.  Cada canto fazia parte de mim. E hoje como criança em um “novo” lugar, vasculharei cada canto... Com mais atenção talvez, com mais tato. Com o quinto, sexto ou sétimo sentido aberto pra buscar tudo que de perto era meu.



A casa.

A  casa era antiga, de uma madeira rústica que fazia referência aos moradores, uma senhora e um senhor com idades e gostos um tanto quanto apurados. Ali o tempo passava suave, as pisadas na madrugada eram macias e as risadas... Eram de se deliciar. Naquele espaço não cabiam a hipocrisia nem o constrangimento, pois se nada tinham a dizer se calavam. Se algo os incomodava, bastava uma careta. E as caretas eram tão ridiculamente agressivas que de imediato se caia na risada outra vez. É que nessa casa não existia a busca incessante pela solução de problemas que nem ao menos existiam. A vida era leve. Sabia-se plantar na horta, sabia-se cozinhar, sabia-se tomar vinho, sabia-se construir mais casas daquelas, só não sabiam cantar. Pois bem, tinham aulas matinais com pássaros. Professores naturais, na mais pura essência.  E se não cantavam, assobiavam. A casa era num canto qualquer desse mundão.  Mas a solidão só existia se fosse a dois, pois nem assim se largavam. Infelizmente hoje, anos depois, nem mesmo a casa ficou. A madeira antiga ainda deve existir, mas a essência dessa casa ficou nos corações desse casal de alma pura.



                      

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cotovelos.

"Batons vermelhos emolduram belos sorrisos e escondem dores profundas.
Tolo quem acha que a verdade mora na boca, nos olhos ou na face, a verdade possui residencia fixa nos cotovelos."
- Gaby (Como uma resposta singela ao blog)


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amor.

Eu poderia chamar de soluço fora de hora. Mas desde quando soluço tem que marcar hora para soluçar, não é mesmo?!
Ta aí! Amor é um soluço que não precisa de hora.

Minhas palavras.

Eram libélulas! não, não.. eram borboletas, abelhas, joaninhas voadoras, eram as minhas palavras querendo atravessar minha boca e sair voando pelas mentes das pessoas. E la foram elas, acabaram por parar diretamente na sua mente e provavelmente ficaram por la. Culpa desse meu coração que justo hoje foi perder para a razão. E então mandou com sentimento que elas fossem por ai... até te encontrar. Por favor tente convence-las de voltar  pra mim. Pois essa três palavras não podem pertencer a você,  já que não cuidara delas como eu cuidei. Se por acaso me entender, devolva o "eu te amo" que sem querer querendo foi para por ai. E me desculpe pelo incomodo.

Eu poderia.

 Eu poderia mentir. Me justificar por inteiro e pelo avesso. Levantar a mão suavemente como quem não se importa, e dentro de mim continuar sentindo esse vazio que consome. Eu poderia arrancar a camisa no meio de uma tempestade e dizer que o frio não toca meu corpo. Poderia te olhar e dizer que sem você estou completo. Antes mesmo do primeiro gole de uísque, rir a toa... como se a vida ainda fosse igual. Eu poderia até pensar no passado e convicto contar que esse esta presente.
Eu poderia, mas a verdade é que eu não consigo mentir olhando nos seus olhos, nem mesmo imaginado eles na minha frente.

— Bruna Xavier




terça-feira, 1 de maio de 2012

- Pois a partir de agora as pulsações serão mais fortes, cada vez mais fortes...
... ou eu não me chamo amor !  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

pseudo amor.

A senhora de olhar distante se acostava na porteira com a esperança de que um dia pudesse vê-lo outra vez, como quando no riacho, sob a luz da lua, dois amantes encostados num pé de jabuticaba se amaram a noite toda. Sem precisar contar ate três, as lembranças eram lançadas na sua frente, como cenas de uma estória de época ou um trecho bonito de um livro. Mas não, não pode ela sofrer outra vez, já que deste seu amante não ouvira cantar, nem mesmo nos sonhos ele pode voltar. Quisera ela poder lhe dizer que tudo o que sentia era apenas prazer. Quisera ele poder olhar firmemente naqueles olhos pretos como a noite que os uniu e soprar palavras jamais mencionadas. Ou quem sabe, apenas acalentar esse coração pulsante... Francamente sua vontade era naufragar nesse sorriso aparentemente tímido. Com isso se foi se foi e está indo... A chuva veio e parou. A lembrança contínua está lá, rodeando-a como colcheias barrocas. Sempre reconfortante de que tudo fora mencionado em teus pensamentos e que cada detalhe ia lhe satisfazendo; até o sinal chiado do radio... (xiiuu.. xiiuuu... xiiuuu...) lhe trazer por fim a escassez ultimo punhado de esperança. Pois apesar da dificuldade de compreensão a noticia era clara... Em tempos de guerra, os mais bravos homens partiram e seu amante se eternizaria apenas em ventos que trouxessem seu cheiro, em folhas que lembrassem sua pisada e em tempos que levassem a dor do adeus sem despedida.



Bruna Xavier e Larisse Teixeira.



sábado, 21 de abril de 2012

Instinto

Provavelmente esquecera a idade que carregava. Pois a mulher passara anos sem consultar o calendário. Raramente o espelho lhe contava sobre o tempo e as marcas que naquele rosto estavam. O mormaço de dias e a chuva de décadas, periodicamente repetidas, se refletiam ali.  Suor talvez, cansaço talvez, amor de vez. Era vontade de agarrar se não com as mãos, com os dentes... Salvar a qualquer custo. Estancar uma única gota de sangue. Se o possível se tornara impossível, tiraria força do estômago.  E nesse chão de terra, nada valia mais do que sua benção de mãe.



sexta-feira, 16 de março de 2012

Tempestade.

Você não é capaz de imaginar a tempestade que armou em mim. As coisas escureceram diante dos meus olhos, mas tive que mantê-los bem abertos pois tudo em mim adormeceu. Naquele instante os desgostos vieram à tona. A cena era apenas uma reprise. Mais um mau agouro. Teu medonho sorriso fez um redemoinho aqui, fiquei tonta e um enjôo subia do estômago até a boca. Minhas palavras eram nefastas, mas não tinham força para ultrapassar a linha tênue. Caso contrário, te cortariam como navalha. A noite será longa e fria. A insônia te fará companhia. E o olhar seco que hoje te dei não se apagara tão facilmente. Tal atitude medíocre se refletiu ali.



terça-feira, 13 de março de 2012

A tal da inveja.

 "Sr. Invejoso, porque queres tanto tomar o espaço do outro? Não percebes que assim permanece somente com migalhas? Não se humilhe... Você também é capaz! Eu acredito em você! Sem mais, me deixe em paz. Grata."

 Que mundo é esse, onde temos que usar olho grego, sal grosso, pimenta e o diabo a quatro pra se proteger, se defender da pessoa ao lado? Cruzes...
Minha gente! O que é isso... Vamos para com essa asneira de puxar tapete alheio. A queda volta, hein. Conseguir conquistar um espaço realmente não está fácil... Mas garanto, errar tentando pelas próprias pernas é mais digno. 

Falta Amor.

Talvez um "vazio de pai" esteja começando a me incomodar. A palavra família pra mim sempre se resumiu a uma pessoa em especial... Mãe. Falando assim você deve pensar: “Tadinha, não mora perto dos familiares" ou “A família deve ser bem pequena”. Na verdade não, eles estão mais próximos do que possa imaginar e mais distantes do que eu possa tocar. Tios... Primos... Avós... Os sentimentos que depositamos nesses "arquétipos" eu sinto com amigos. Arranjei um pai, umas tias, uns tios, primos e alguns irmãos de alma (amigos de coração). Penso que me acostumei com os tios dos outros. Quando me perguntam da minha família, eu sinceramente não sei o que dizer. É vago. Isso é lamentável... Você saber que na teoria tem: Um tio, três tias, duas primas e três primos, e precisar do carinho da família ao lado. Sem contar com aquela "família agregada", os primos que você encontra uma vez a cada 18 anos em uma bela noite de natal. Esses são aqueles que não se sabe da onde surgiram e que se tem a certeza: o convívio de perto será quase impossível. Agora vem a pergunta: qual deles eu poderia chamar com gosto de família? ... Difícil responder. Acabo de me lembrar de uma situação um tanto quanto, como posso dizer, previsível. Recebo uma ligação, minha prima mais velha me convidando para um encontro de primos... Que bonito! Eu realmente me animei, acabei vendo uma luz no fim do túnel. Uma esperança de que o amor de cada um de nós se voltaria para a família.
 E lá estava eu: na casa da minha tia, sentada no sofá ao lado de dois primos, um que eu conhecia desde pequeno e nunca mais tinha visto. O outro, eu não me lembrava, alias já havia visto por um facebook da vida, acredita? rs. Voltando ao encontro... Estávamos esperando a minha prima mais velha, que por outro compromisso acabou se atrasando. Enfim, fomos para um lugar chic, comemos uma boa comida e falamos algumas besteiras. E foi um momento agradável. Quem estava vendo de fora poderia pensar que a família se encontrava todos os finais de semana. Agora mais uma pergunta: Quanto tempo você espera que esses primos tão saudosos, ficaram nesse "evento"? ... Eu lhes respondo: 1 hora. Afinal, os compromissos não permitiam mais do que 1 hora... A verdade é que se tivéssemos esse amor um pouco mais lapidado, o cursinho, o colégio ou o trabalho no dia seguinte, jamais seria impedimento. Ficaríamos ali até três ou quatro da madrugada, porque quando estamos perto de quem amamos o tempo não se vê e o resto é insignificante. Talvez eu seja sentimental demais, é que o amor pra mim esta em primeiro lugar!


Diante dessa situação, que comparada a outras como: abandonar o filho em um lixão pode parecer algo bem pequeno, mas pra quem vive não é, seria possível julgar as brigar no meio da rua, o bullyng nas escolas, o desrespeito nos hospitais ou a intolerância no trânsito?... Infelizmente falta a humanização dentro de um circulo de próximos com um mesmo sangue.

Na correria do dia-a-dia pode parecer aceitável, mas em um instante de pensamentos é de cortar a alma.



Aos que não deixam essa ausência doer, só posso dar todo o meu ♥


(A Família) 





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mala.

 Vazia?
Eu ando é me enchendo de bagagem...  Ao longo desses anos ganhei vários sorrisos e desses sempre fiz o meu escudo. Guardei alguns "eu te amo'', outros eu fingi que não eram pra mim. Selecionei os melhores olhares e esses são de fato marcantes... o olhar do Luis quando soube que ia ser pai.O olhar da Aninha quando precisei partir de repente, para o outro lado do mundo. O olhar da minha mãe quando me viu chorar. O olhar de Deus quando eu estava rezando. Durante esse tempo registrei algumas poucas palavras, tais jamais saíram deste lugarzinho chamado memória.Na mala alguns perfumes peculiares, que me remetem a momentos impagáveis. O cheiro do bolo de cenoura da minha vó, o das flores da fazenda. O cheiro de mexerica.O cheirinho de café da minha mãe, o de terra molhada no quintal da minha casa, o cheiro da lentilha do meu colégio infantil... O cheiro de queimado que saiu da cozinha, no meu primeiro dia de "pronta pra casar". O delicioso cheiro de pomada hipoglós. E claro, o marcante e estonteante perfume de meu marido. Outra coisa que guardo comigo: uma coleção gigantesca de cafunés. Eu sempre fui viciada nisso, e acabei achando pessoas que eram viciadas em doar o cafuné.
  Claro que infelizmente também guardei algumas coisas ruins,  mas percebi que estavam ocupando muito espaço, então, fiz um esforço pra apagar e... apaguei! Nesse espaço coloquei alguns bons conselhos, que me evitaram diversos tropeços.
 Um bom conselho. " Pedras preciosas não são jogadas ao vento, quanto mais os sentimentos. Se encha, se entupa de felicidade. E Mesmo que seu dia não esteja dos melhores, tente sorrir, provavelmente alguem ira lhe retribuir com outro sorriso, guarde. Independente de qualquer coisa, VIVA! Essa é a chance que temos, para ser ou melhorar o que somos.

Hoje eu só peço a Deus que nunca deixe o conteúdo diminuir e que se for preciso aumente a mala. Risos.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Por agora: Só você.

A gente ama. A gente ama muito. Cada amor com seu gosto. Brincadeiras próprias, formas de falar, de sorrir e de respirar também. Palavras que só fazem sentido pronunciadas por tal. O amor tem essa função... De designar um peculiaridade para cada novo amado. Único. Aquele em seu tempo, será para sempre único. Pois bem, tiro a conclusão de que dentro de mim habitam vários "únicos". Assim, quando eu disser: "Nunca amei como amo você". Não se indigne.Não é falso. É o meu mais sincero sentimento. Pois nos amaremos de forma ímpar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vem cá!

Moça sai da janela.
Vem pra rua sambar. Vem descer a ladeira. E volta a cantarolar.
Moça deixa de besteira.
Traz seu sorriso pra cá. Faz a alegria dessa gente voltar.
Que esse povo todo ta só esperando o molejo da moça chegar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enquanto dure...

Última gaveta da escrivaninha. Entre moedas, agulhas, presilhas e botões, encontrei rabiscos seus, em pequenos pedaços de papel: "Amor, volto logo!", "Bom dia, minha flor!", "Estou levando o carro pro concerto, já chamei um táxi pra você!", "Linda, me espere pro jantar!". Notei que todos os bilhetes terminavam com uma exclamação,  exceto um, finalizado por reticências. Nele estava: "Que seja eterno em quanto dure...". Meus olhos se fixaram no bilhete por alguns minutos. Quer saber, estou partindo com o coração inteiro e leve. Pois foi eterno e durou, o tempo que deveria durar. E o que mais eu poderia querer? Talvez mais um privilégio, te deixar um pedaço de papel com o rabisco: "Obrigada! Sinto-me plena!".

Me deixe.

 Já não quero seus meios sentimentos. Quieta ficarei melhor. Assim nada mais vai arder. Assim será mais humano. Seus soprões não curavam, por tanto, peço que guarde seu fôlego pra outras feridas. Por hora preciso encontrar sossego dentro de mim mesma, só assim serei capaz de me recompor.E enfim, colocar o batom vermelho, soltar meus cabelos e partir... Sair do "casulo" e enfrentar a vida cara a cara.Só que desta vez de olhos bem abertos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Madrugada.

Calor, Frio. Vontade de cobrir. Agora descobrir.
No canto, na ponta. Esparramada na cama.
Olhando o teto. Fechando os olhos.
Vira pra direita. Vira pra esquerda.
Toma água. Volta. Deita.
Calor, Frio. Vontade de cobrir. Agora descobrir.
Estrala os dedos. Mexe no cabelo.
Enrola a mecha. Enrola. Enrola. Enrola. Enrola. Enrola.
Solta.
Dá o braço a torcer.
- É o meu corpo estranhando sua ausência.





Já?

Já sentiu um cheiro que te fizesse voltar a infância?

Acredito.

- Acredito que não existe problema sem solução. Acredito que o final é sempre feliz. Que o melhor remédio é sorrir. Que tudo que acontece tem um motivo exato para ter acontecido. Acredito em anjos, e no tamanho da vontade e força pra proteger que eles têm. Acredito que de tanto imaginar, algo pode se tornar real. Acredito em segunda, terceira, quarta, oitava vida... Ate a gente ficar mais lapidado. Acredito que a paz existe, basta à gente começar de dentro. Acredito na força que tem o amor ao próximo. Acredito no olhar das crianças, na pureza e doçura também. Acredito na vitória daqueles que lutam com garra.



- Tenho tentado acreditar somente em coisas boas, porque as ruins são "inacreditáveis" e nem precisavam existir.

Reencontro.

... -E por 5 segundos eu me surpreendi. Por 5 minutos eu não resisti. Incrível! Foi o tempo suficiente pra passar todo o nosso filme, toda a nossa antiga estória pela mente. Olhos inconfundivelmente meus. Eu já tinha me acostumado tanto com esse olhar, que já podia me sentir nele. Então desfrutei de mais 2 segundos pra suspirar e mais 3 pra dizer “eu te esperei", esse foi o tempo que levei pra me re-apaixonar. Neste instante eu entendi que todo o resto foi importante, mas dali em diante seria mais que isso. Como o ar, algo inquestionavelmente necessário.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

3 Passos.

Respire fundo. Conte até três. E seja forte. Deus te deu essa força. Use

Fazendo as pazes com a vida.

  Hoje pela manhã caiu uma gota do céu, diretamente na ponta do meu nariz. 
Isso era um sinal, só podia ser...Seria coincidência a gota cair de tão alto e me atingir tão especificamente?
Na hora me passavam vários pensamentos pela cabeça, e eu estava distante, muito.E essa gota me trouxe de volta a terra. Foi como um " -Acorde querida. Pare de pensar e tente resolver.Sem tirar o sorriso do rosto, pois só assim o sol voltará." Claro que depois as gotas se multiplicaram, triplicaram... Era uma chuva forte. E eu fiquei... Me molhei, me encharquei. Deixei que lavasse a alma. Limpasse a mente. E então o sol veio. Era o tal do " -Sol e chuva, casamento da viúva". Corri como uma criança, ai me lembrei de quão boa é a sensação de tranquilidade.O sol estava ali, foi ai então que eu entendi o poder de um sorriso sincero.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Barulho.

-Consegue ouvir?
-Escuta, escuta! 
-Diz que escutou. Diz...
-Como não? Um som tão forte. Com batidas precisas.
-Ô... Fica ecoando.
-Um som que insiste em ficar aqui.
-Logo aqui. 
-Não, eu não estou delirando. É real. 
-Só pode ser você. Sim, a culpa é sua.
-Afinal, esse barulho é seu.  
-Quem mandou deixar seu coração aqui, batendo dentro de mim?!

As quatro lições Da espiritualidade Indu.

A primeira diz: “A pessoa que vem, é a pessoa certa“.

A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar, é o momento certo“.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Paladar.

Gosto do simples fato de estar. Sem precisar de palavras ou ruídos. Acho que somos do tipo que "se comunica sem nada dizer". É vazio,cheio. É silencio enfatizando olhares. É sorriso largo. Preciso te ter assim... sem grande esforço, sem grandes poesias ou grandes juramentos. Troco tudo isso por um grande bem estar. Por um grande gostar desse gosto.

Infelizmente.

Só me surpreenderia se fosse diferente. Pessoas "normais" e previsíveis já são maioria. 

Aos poucos.

Com o tempo vou amadurecendo a ideia de " um pé atrás" .