segunda-feira, 18 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Donzela.
Os passos eram lentos e só com muita atenção era possível ver o movimento de cada passo. O sorriso era singelo, um pouco tímido, o “jogar de cabelo” era discreto e de uma elegância inquestionável. Tudo nela era milimetricamente organizado. Como uma coreografia bem ensaiada. Apesar de toda esta fluidez, o que de fato me chamou atenção eram os olhos... Profundos e não silenciavam sequer um segundo. Enquanto o corpo obedecia as boas maneiras, os olhos parecia querer gritar, chamar, pedir por socorro. Era contraditório o bastante para prender toda a minha atenção.
Meu Eu.
Ando procurando notas antigas, passos marcados e imagens fiéis a memória. Tenho estado assim, um pouco saudosa de mim. Pois bem, decidir ir à luta, me recuperar, me buscar seja la onde for. Hoje a tarde será minha, vou me achar em alguém, algum lugar, ou quem sabe, em alguma árvore... Caminhar por onde poderia passar vendada sem me perder. Era tudo tão meu. Cada canto fazia parte de mim. E hoje como criança em um “novo” lugar, vasculharei cada canto... Com mais atenção talvez, com mais tato. Com o quinto, sexto ou sétimo sentido aberto pra buscar tudo que de perto era meu.
A casa.
A casa era antiga, de uma madeira rústica que fazia referência aos moradores, uma senhora e um senhor com idades e gostos um tanto quanto apurados. Ali o tempo passava suave, as pisadas na madrugada eram macias e as risadas... Eram de se deliciar. Naquele espaço não cabiam a hipocrisia nem o constrangimento, pois se nada tinham a dizer se calavam. Se algo os incomodava, bastava uma careta. E as caretas eram tão ridiculamente agressivas que de imediato se caia na risada outra vez. É que nessa casa não existia a busca incessante pela solução de problemas que nem ao menos existiam. A vida era leve. Sabia-se plantar na horta, sabia-se cozinhar, sabia-se tomar vinho, sabia-se construir mais casas daquelas, só não sabiam cantar. Pois bem, tinham aulas matinais com pássaros. Professores naturais, na mais pura essência. E se não cantavam, assobiavam. A casa era num canto qualquer desse mundão. Mas a solidão só existia se fosse a dois, pois nem assim se largavam. Infelizmente hoje, anos depois, nem mesmo a casa ficou. A madeira antiga ainda deve existir, mas a essência dessa casa ficou nos corações desse casal de alma pura.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Cotovelos.
"Batons vermelhos emolduram belos sorrisos e escondem dores profundas.
Tolo quem acha que a verdade mora na boca, nos olhos ou na face, a verdade possui residencia fixa nos cotovelos."
- Gaby (Como uma resposta singela ao blog)
Tolo quem acha que a verdade mora na boca, nos olhos ou na face, a verdade possui residencia fixa nos cotovelos."
- Gaby (Como uma resposta singela ao blog)
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