sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Em claro.
A noite caiu, e meu sono se levantou. Foi só chegar a lua, que esse bendito fugiu depressa. Vai entender essa inversão de vontades, né?! Eu que queria estar de olhos fechados e mente em Off, não consigo desacelerar nem mesmo a respiração.
- Bruna Xavier
- Bruna Xavier
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Abre o olho!
Trocadilho
s.f. Jogo de palavras semelhantes no som e diferentes no significado, e que dão margem a equívocos.
- Tem muito trocadilho sendo chamado de amor.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Indo...
Constantemente me pegava petrificada em pensamentos. Mas no
final dessa tarde, as coisas mudaram, dei por mim de que você e suas estórias
haviam estado ausentes durante todo o dia. E por incrível que pareça me
desesperei... Não conseguia me perdoar por ter te esquecido ao longo de uma
tarde inteira. Isso só podia significar uma coisa, você estava fazendo o mesmo.
Esquecendo-me. E não vou negar, meu mundo girou depressa e fiquei tonta por
alguns segundos. Mas logo em seguida veio também um alivio, afinal estava
desocupando espaço. Dei-me tempo pra pensar em outras coisas. Em outros rostos.
Em outros assuntos. Consegui sorrir, sim
eu achei graça de outras coisas que não estavam nem de perto ligadas a você. A
ficha caiu, e eu consegui ver você dando as costas, ao mesmo tempo em que eu.
Seguíamos nossos caminhos contrários. Pode até ser que amanha você apareça por
aqui, mas vai ser por menos tempo. E por menos tempo... Menos tempo.. Menos
tempo. E vai chegar o dia em que nos perderemos de vista.
- Bruna Xavier
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
RG.
Tem dias que eu acordo com uns oitenta anos, e calmamente
vou rejuvenescendo com o passar das horas. Nesta noite mesmo eu devo estar com
uns trinta e poucos anos e por isso parei pra pensar nesse assunto tão
peculiar... A verdade é que minha real idade serve apenas para que se algo der
errado, as pessoas possam ter um parâmetro a fim de me julgar. Vou citar um
exemplo, quando era mais nova, bem mais nova, ia a um restaurante elegante,
subia na mesa, sentava, e jogava ovos de codorna dentro de um copo com guaraná.
E me lembro de escutar algo como: Ela é uma menina, tem apenas cinco anos.
Então seguiam as risadas. Vai eu fazer isso hoje... De duas uma, ou me expulsam
do restaurante ou me internam. E por
quê? Minha idade não condiz com tal atitude. E quer saber, isso é balela.
Porque todas as vezes que vou ao mercado fazer compra sozinha, aparento ao
menos vinte e cinco anos, uma jovem responsável, agora quando peço uma carteira
de cigarros em uma padaria sou vista como uma garota de seus quinze anos, inconsequente Ao me dirigir até um banco na intenção de abrir minha conta,
trouxe comigo uma seriedade que certamente fez o gerente pensar que eu tinha
cerca de vinte e três anos. Noção frustrada pelo levantamento dos dados no meu
registro. E quando quero ganhar uma
barra de chocolate, eu mesma me daria no Maximo oito anos. Agora quando fui ao
cartório registrar firma para o contrato de um apartamento em meu nome? Assinei
as papeladas e os cheques com a mão de uma mulher determinada e cheia de
objetivos, que carregava grande responsabilidade ao firmar sua assinatura. Eu
não sei quantos anos me deram, mas obviamente mais do que dezoito. Cada vez que
eu quero colo de mãe, retorno aos meus dois anos. E um simples ralado me faz
querer ter bem menos anos do que carrego, só para passar mertiolate e acreditar
que com um beijinho vai sarar. Enfim, o que eu queria que entendesse é que não
é o que consta no meu RG que define o meu grau de maturidade, e sim a forma
como eu decido me posicionar diante da situação. E que seria um desperdício a
gente se prender por um ano inteiro a apenas uma “única idade”.
- Bruna Xavier
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
(Re)ação
Bata a
porta, se tranque, sacuda os travesseiros, quebre os espelhos, rabisque as
paredes, abra um buraco no teto, tome um porre. Se realmente achar que tudo
isso te ajudará, o faça. Mas não faça nada que no minuto seguinte vá te deixar
despedaçado por dentro. Por que de verdade, essa é a dor que mais dói. A dor do
momento posterior as reações extremas. Quando tudo “se acalmar”, o sangue vai
esfriar e a mente tomará as rédeas novamente. E ai percebe-se que foi inútil,
que as lagrimas não resolveram, que a teto quebrado vai ser somente mais um
problema para você resolver, que o barulho da porta batendo agrediu o ouvido de
alguém e o porre acabou te deixando com a pior das ressacas, a moral. Então se
eu pudesse te recomendar algo, seria: Respire. Faz bem para o pulmão e não tem
efeitos colaterais.
- Bruna Xavier
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