terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enquanto dure...

Última gaveta da escrivaninha. Entre moedas, agulhas, presilhas e botões, encontrei rabiscos seus, em pequenos pedaços de papel: "Amor, volto logo!", "Bom dia, minha flor!", "Estou levando o carro pro concerto, já chamei um táxi pra você!", "Linda, me espere pro jantar!". Notei que todos os bilhetes terminavam com uma exclamação,  exceto um, finalizado por reticências. Nele estava: "Que seja eterno em quanto dure...". Meus olhos se fixaram no bilhete por alguns minutos. Quer saber, estou partindo com o coração inteiro e leve. Pois foi eterno e durou, o tempo que deveria durar. E o que mais eu poderia querer? Talvez mais um privilégio, te deixar um pedaço de papel com o rabisco: "Obrigada! Sinto-me plena!".

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